O
fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, e acusado de
ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, irá
novamente a julgamento no dia 19 de setembro. O Supremo Tribunal Federal
(STF) anulou a última condenação do réu de 30 anos de prisão. Este já é
o quarto julgamento pelo qual o latifundiário passa. O primeiro foi
realizado em maio de 2007 no qual Vitalmiro foi condenado a 29 anos de
prisão. Após recurso da defesa, ele foi julgado em maio de 2008 e
inocentado por negativa de autoria. A promotoria recorreu e o júri foi
anulado. Já em abril de 2010, o réu foi condenado a 30 anos de prisão
devido ao agravante da vítima se maior de 60 anos. Ele cumpre pena em um
presídio em Belém. A defesa, no entanto, recorreu e conseguiu a
anulação da sentença. A decisão foi da Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal (STF), no último dia 14, mas Vitalmiro continua preso. A defesa
alega que o defensor público escolhido para o réu não teve como
defender o réu de forma adequada. A norte-americana Dorothy Stang foi
morta a tiros em fevereiro de 2005, em Anapu, sudoeste paraense. De
acordo com reportagem do G1, a missionária defendia a distribuição de
terras públicas, reivindicadas por fazendeiros e madeireiros, para o
assentamento de famílias rurais.