segunda-feira, 7 de maio de 2012

CPI do Cachoeira: os sujos, os mal-lavados e outras espécies de ratazanas

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e o do DF, Agnelo Queiroz (PT)
PETISTAS , TUCANOS E PEEMEDEBISTAS  FAZEM JOGO DE CENA PARA IMPEDIR QUE GOVERNADORES LIGADOS ÀS SUAS LEGENDAS SEJAM CONVOCADOS A DEPOR NA CPI PARA EXPLICAR LIGAÇÕES COM O BICHEIRO CARLOS CACHOEIRA
Já dissemos aqui que a CPI Mista que foi criada para investigar a ligação do bicheiro contraventor Carlinhos Cachoeira com autoridades e políticos das mais diversas searas é mais uma encenação para ludibriar, com falácias justiceiras, os inocentes eleitores brasileiros.
Tucanos, petistas e outras aves de rapina da política brasileira alternam entre mocinhos e bandidos, numa contracena ridícula e cara aos bolsos públicos.
O enredo desta semana tem como personagens centrais  os três governadores que estão envolvidos até o pescoço com Cachoeira:
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o  do DF, Agnelo Queiroz (PT); e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).
Os petistas da CPI só querem convocar como depoente o governador tucano .
Por sua vez, os tucanos querem que o petista  Agnelo se explique à Comissão Parlamentar.
E o membros do PMDB consideram bobagem acreditar nos vídeos em que  Sérgio Cabral aparece com intimidade quase  intrauterina com Cachoeira; sendo, portanto, segundo o peemedebistas, desnecessário convocá-lo.
O relator da CPI, o deputado Odair Cunha(PT), está se rebolando em artimanhas para, ao menos, adiar os depoimentos dos governadores à Comissão.
Para fingir que está interessado na verdade, Cunha marcou  para 12 de junho (e somente para esta data)  uma “audiência pública” para debater as relações de Cachoeira com os executivos estaduais.
Não mencionou no texto o nome de nenhum governador (como se já não estivesse clara a promiscuidade política entre quem financia e quem é financiado).
O relator tenta usar a mesma tática com a qual conseguiu afastar do depoimento o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish.
Assim, as respeitáveis excelências que comandam a CPI continuam, no submundo ético em que se movem os fatos, esperando que o pouco respeitado público bata palmas, peça ‘bis’ e encha as urnas (no próximo mês de outubro) de votos nos correligionários partidários dos “justiceiros” da nossa política.