Estadão
O presidente Michel Temer (PMDB) oficializa na tarde desta
quarta-feira, 8, a nomeação do delegado de carreira Fernando Segóvia
para diretor-geral da Polícia Federal, substituindo o também delegado
Leandro Daiello. Segóvia irá ao gabinete do presidente acompanhado do
ministro da Justiça, Torquato Jardim, a quem a PF é subordinada. O
governo assume o compromisso de não haver nenhuma mudança e
interferência nos rumos da Lava Jato.
A saída de Daiello vem sendo negociada desde quando Alexandre de
Moraes ainda era titular do ministério. Daiello se diz cansado, sob
pressão da família e com a sensação de que já fez tudo o que tinha de
fazer à frente do cargo.
Segóvia tem larga experiência em inteligência de fronteiras, questão
considerada prioritária pelo governo no combate ao crime organizado. Ele
foi também adido da PF na África do Sul e superintendente regional no
Maranhão. Formou-se em Direito na Universidade de Brasília (UnB) e tem
22 anos de carreira.
Outro nome fortemente cogitado foi o do delegado Rogério Galloro,
atual diretor executivo da PF e ex-adido em Washington. Ele, porém,
assume a diretoria Américas da Interpol depois de obter 137 dos 140
votos dos países membros da entidade, em votação em Pequim, na China, há
três semanas.