O presidente Michel Temer admite em
conversas reservadas com auxiliares antecipar a reforma ministerial do
seu governo para janeiro – e não mais em março, como estava sendo
desenhado. Com esta reforma o deputado Guilherme Coelho, suplente do
Ministro considerado um dos que perderá espaço, deve entao perder o
mandato.
Segundo interlocutores do presidente, o
Planalto avalia que não pode ficar a reboque da movimentação do PSDB de
desembarque do governo. Os tucanos discutem deixar o governo em
dezembro. Inclusive, o movimento foi defendido pelo ex-presidente da
República Fernando Henrique em artigo publicado no último final de
semana.
Um auxiliar de Temer afirmou que, se a
reforma ocorrer em janeiro, não incluirá apenas o PSDB, mas outros
partidos. "Outras cadeiras entrarão na dança, será uma mexida ampla",
enfatizou. A reforma é uma cobrança dos partidos, principalmente do
"Centrão", para apoiar a pauta do ajuste fiscal e das reformas, como a
da Previdência.
Deputados que cobiçam as pastas se queixam
do "timing" do governo, março, para a reforma. Afirmam que se o
Planalto deixar as trocas para a véspera da eleição, a reforma será
inócua.
(Blog Magno Martins)