Gabriel Garcia
De Brasília
O PDT iniciou, hoje, o processo de expulsão dos seis deputados
federais do partido que ontem, domingo, votaram a favor do impeachment
da presidente Dilma Rousseff (PT) – contrariando determinação expressa
do Diretório Nacional.
A decisão do PDT de votar contra o impeachment foi tomada em dezembro
do ano passado, sendo referendada posteriormente, por unanimidade, pelo
Diretório Nacional reunido em Brasília dia 22 de janeiro; e, por
último, confirmada na última sexta-feira (15/4), em reunião da Executiva
com integrantes da Comissão Nacional de Ética, presidentes dos
movimentos de base partidário e integrantes das bancadas do PDT na
Câmara e no Senado.
Reunida nesta manhã na Sede Nacional do partido, em Brasília, os
membros da Comissão Permanente discutiram o comportamento dos deputados
do PDT e, ao final, confirmaram a decisão de expulsar os deputados
infiéis.
Votaram contra a determinação da direção do partido e foram expulsos,
de ofício, os deputados federais Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal
(ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG)
e Hissa Abrahão (AM).
A Comissão de Ética, como anunciado, iniciou os processos de expulsão
garantindo a todos amplo direito de defesa previsto na legislação e nos
estatutos; e vai submeter o seu parecer ao Diretório Nacional do PDT já
convocado para decidir sobre o assunto no próximo dia 30 de maio, no
Rio de Janeiro.
Os que forem dirigentes estaduais serão destituídos dos cargos, caso
do Espirito Santo, presidido por Sergio Vidigal; e Goiás, presidido por
Georges Morais – e também serão destituídas as comissões provisórias do
PDT nos estados de Minas Gerais e Amazonas presididas, respectivamente,
pelos deputados Mario Heringer e Hissa Abrahão.
A decisão de expulsar os infiéis foi tomada pela Executiva em
dezembro passado, ato referendado pelo Diretório nacional dia 22 de
janeiro e, por último, confirmado na sexta-feira passada (15/4) na
reunião da Executiva Nacional, com a Comissão de Ética, movimentos
partidários e bancada federal do partido. Os parlamentares, todos,
também foram avisados por escrito que corriam risco de expulsão caso não
votassem contra o impeachment.