A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta terça-feira (12),
durante um ato com educadores em Brasília, que “conspiram abertamente à
luz do dia para desestabilizar uma presidente legitimamente eleita”. A
afirmação de Dilma vem um dia depois de um “vazamento” (veja aqui)
de áudio de 13 minutos do vice-presidente Michel Temer (PMDB), em que
ele fala para aliados como se fosse presidente. “Um dos chefes da
conspiração assume a condição de presidente no vazamento revelado ontem.
Esse chefe conspirador também não tem compromissos com o povo. Diz que
está pensando em anunciar que vai manter as conquistas sociais dos
últimos anos. Como se conquista social se pensasse se vai ou não manter.
É uma atitude de arrogância e desprezo pelo povo, de quem certamente
tentará retirar direitos. Se havia alguma dúvida de que há um golpe em
andamento, não há mais", afirmou a presidente. Ainda de acordo com
Dilma, o Brasil “não será o país do ódio”. Durante o evento, ela apontou
que estamos vivendo momentos muito decisivos para a democracia no
Brasil. Os próximos dias vão mostrar "quem honra e respeita" a
democracia que conquistamos "com grandes lutas". Ela disse que a
destituição de uma presidente eleita por 54 milhões de votos é
"ilegítima". "Estamos aqui para denunciar um golpe", diz Dilma, para
"barrar uma tentativa de golpe contra a democracia e o voto popular".