O presidente da OAS, Elmar Varjão, foi preso nesta sexta-feira (11)
em São Paulo junto a outros três executivos do grupo acusado de fraudar
licitação e pagar propina para conseguir um contrato de R$ 680 milhões
na transposição do rio São Francisco. O executivo baiano era responsável
pelo consórcio com a construtora Coesa e o grupo OAS nas obras da
transposição. A prisão de Varjão é temporária, que tem duração de cinco
dias, prorrogáveis pelo mesmo período, e ocorreu como um desdobramento
da Operação Lava Jato. Ainda de acordo com Folha, os subornos eram
repassados pelo doleiro Alberto Youssef e pelo operador Adir Assad – os
dois estão presos em Curitiba. Youssef relatou os pagamentos feitos pela
companhia em seu depoimento em delação premiada. Ainda de acordo com
dados coletados na Lava Jato, Varjão era um dos principais
interlocutores entre a OAS e políticos nordestinos e costumava
intermediar doações de campanha.