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O
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniu empresários no Palácio
dos Bandeirantes e condenou um eventual impeachment da presidente Dilma
Rousseff provocado por um motivo fútil, como as chamadas pedaladas
fiscais.
Geraldo
Alckmin disse ainda que, se isso ocorrer, "há risco para a democracia,
pois nenhum governo terá mais segurança jurídica de que terminará o
mandato".
No
encontro, que teve representantes de empresas como Bradesco, Brasil
Foods e Riachuelo, ele afirmou ainda que há exemplos de "pedaladas" em
estados e municípios e também afirmou que qualquer pretexto poderá ser
usado para tirar governantes do cargo.
No PSDB, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sonha com novas eleições, José Serra defende parlamentarismo.
O encontro de Alckmin com os empresários foi revelado pela colunista Vera Magalhães, do Painel:
Geraldo
Alckmin reuniu na noite de quinta oito grandes empresários para
discutir o cenário nacional. O governador paulista mostrou pessimismo
com a situação econômica e política e disse não ver saída com Dilma
Rousseff no cargo. Mas o tucano ainda acredita que falta um motivo para o
impeachment. Ele acha que, se Dilma cair por uma razão frágil, como as
pedaladas fiscais, há risco para a democracia, pois nenhum governo terá
mais segurança jurídica de que terminará o mandato.
Alckmin
disse aos empresários que, nesse caso, qualquer crise poderá ser
pretexto para tirar do cargo um presidente ou governadores e prefeitos
eleitos. Sobre as pedaladas, afirmou que há precedentes da manobra em
Estados e municípios.Participaram do jantar no Bandeirantes o presidente
da BRF, Pedro Faria, o vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, e o
presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, entre outros.
