A
avaliação é que os nomes que podem se beneficiar mais do
descontentamento com classe política - demonstrado nas ruas pelas
manifestações -, devem ser mesmo Marina e Eduardo Campos. Isso porque os
protestos desgastaram mais os partidos que protagonizam a principal
polarização no cenário político atual: o PT e o PSDB. Segundo
especialistas ouvidos pelo Estado, há mais espaço para que surjam novas
forças políticas.
ALTERNATIVA EDUARDO
''Os
protestos apontam para uma necessidade de novas lideranças que
despolarizem a política brasileira. Há espaço para isso'', afirmou o
professor de Ciências Políticas da Unesp Milton Lahuerta. 'Marina já
está se beneficiando com isso (protestos). Ela não faz parte dos
partidos tradicionais e tem posições que coincidem com as demandas
apresentadas pelos manifestantes', disse o cientista político da UNB
David Fleischer. Especialistas, no entanto, avaliam que há risco de a
ex-senadora perder a preferência do eleitorado por ser evangélica.
Eduardo
Campos também tem o mesmo espaço que Marina para calibrar o discurso e
construir sua imagem para as eleições. O governador de Pernambuco,
porém, ainda não se apresentou ao eleitorado, na análise do professor
João Roberto Martins, da UFSCar. Justamente por isso, a intenção de voto
em Campos avançou pouco depois dos protestos. 'Eduardo Campos ainda não
se manifestou. Mas é possível que ele seja a alternativa', pontuou
Martins. (Informações de O Estado de S.Paulo)