O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo delatou, nesta
sexta-feira (14), um esquema de favorecimento de interesses privados na
administração pública. O grupo de acusados foi investigado pela Operação
Porto Seguro. Entre os crimes denunciados estão formação de quadrilha,
corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e falsificação de
documentos particulares. No total, 24 pessoas foram denunciadas, entre
elas, a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary
Noronha e Cyonil Borges, ex-auditor do Tribunal de Contas da União
(TCU). A procuradoria acusou Rosemary de falsidade ideológica, tráfico
de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha. Já Borges (que
não estava no relatório final da PF mas foi denunciado por corrupção
passiva pelos procuradores) recebeu propina de R$ 100 mil do grupo, mas
delatou o caso à Polícia Federal. O MPF dividiu a denúncia em núcleos.
Paulo Vieira o ex-diretor da Agência Nacional de Águas e seus irmãos
Rubens Vieira, ex-diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e
Marcelo Vieira formam o núcleo central do esquema. Já Rosemary integra o
núcleo responsável pelo tráfico de influência. A denúncia é assinada
pelos procuradores da República Suzana Fairbanks, Roberto Dassiê Diana e
Carlos Renato Silva e Souza.
