quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sem entendimento, Sargento Isidório e Luciano Simões trocam acusações na AL-BA

A pendenga entre os deputados estaduais Luciano Simões (PMDB) e Pastor Sargento Isidório (PSB), que já provocou discussões no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia na última semana, está longe de acabar. Embora o peemedebista afirme que “não acredita” que o colega entre com uma ação contra ele na Justiça, “porque o deputado é livre em suas denúncias e existe a imunidade parlamentar”, Isidório garante que não deixará “impunes” as declarações do oposicionista. Simões disse, em entrevista à Rádio Metrópole, que o socialista recebeu R$ 14 milhões, em período eleitoral, de repasses do governo do Estado para a Fundação Dr. Jesus, centro de ressocialização para dependentes químicos comandado por ele em Candeias. “Na verdade não eram 14 milhões, a informação veio errada e eu retifiquei no próprio plenário. Foram R$ 7,8 milhões, o que não deixa de ser uma quantia valiosa. São praticamente três ou quatro prêmios da Mega-Sena. Quando não está acumulada, ela varia de R$ 1,8 a R$ 2 milhões. A função do parlamento é fiscalizar os atos do Executivo. E esse dinheiro vem através de um convênio com a Sedes [Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza] e outros órgãos do Estado”, afirmou Luciano Simões, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o parlamentar, a oposição encaminhou a relação dos repasses ao Ministério Público para que seja apurado se houve irregularidades. “Se não houver problemas de desvio de dinheiro [público] com a ONG dele [de Isidório], por que ele não aceitou assinar a lista para instalação da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] das ONGs estaduais? Porque o correligionário dele, Capitão Tadeu, assinou”, provocou.