"Acho que ele não tem condições de ficar como presidente do partido"
![]() |
Jornal do Brasil
Um
dia depois de o plenário do Senado ter decido devolver o mandato
parlamentar de Aécio Neves (PSDB-MG), o senador Tasso Jereissati (CE) ,
presidente interino do PSDB, defendeu que o mineiro renuncie à
presidência do partido.
"Acho
que ele não tem condições, dentro da circunstância que está, de ficar
como presidente do partido. E nós precisamos ter uma solução definitiva e
não provisória", disse Tasso ao chegar ao Senado na manhã de hoje (18).
Tasso,
que ocupa interinamente a presidência da sigla desde que Aécio passou a
ser investigado com base nas delações premiadas dos executivos da JBS,
acrescentou que ainda não conversou com o colega tucano sobre o assunto,
o que deve ocorrer até o fim da tarde de hoje.
Sobre
a decisão do plenário do Senado de ontem, Jereissati avaliou que o
resultado está sendo mal interpretado. “A decisão de ontem foi a decisão
da maioria e eu acho que é mal interpretada. No meu entender é dar ao
senador Aécio o que ele não teve até agora, que foi o direito de defesa .
Aqui, no próprio Senado, ele vai ter o Conselho de Ética onde ele vai
ter que se defender e ao mesmo tempo o julgamento no Supremo continua”,
lembrou ao ressaltar que, na Justiça, Aécio terá o direito de apresentar
sua defesa que é o desejado do partido.
Aécio
tinha sido afastado do mandato parlamentar por medida cautelar
determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O
colegiado também havia imposto o recolhimento noturno e a entrega do
passpaorte. No entanto, ontem, o plenário do Senado decidiu, por 44
votos a 26, suspender os efeitos da decisão da Corte.
