Carlos Brickmann
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Michel
Temer está com a popularidade abaixo de cauda de jacaré, mas sai dessa;
e, em algum momento até o final do mandato, dezembro de 2018, alguém
reconhecerá os êxitos de seu Governo num setor-chave, Economia. Com o
mesmo problema da área política, basicamente a necessidade de dar um
agrado a numerosos parlamentares, conseguiu reduzir a inflação para
baixo da meta, ampliar as atividades de maneira a indicar crescimento
futuro, tomar providências que um dia forçarão o Governo a reduzir seus
monumentais, extraordinários gastos.
Na
política e na economia, seguiu a oração de São Francisco: é dando que
se recebe. E talvez ganhe para sua memória a frase seguinte do santo, “é
perdoando que se é perdoado”.
Já
Aécio, tanto faz ter ou não seu mandato mantido pelo Senado. Pois não
há como manter um mandato que já não existe: por algum motivo, as
delações de Joesley Batista, que abalaram mas não derrubaram o poder de
Temer, foram catastróficas para Aécio. De repente, o segundo colocado na
eleição presidencial, com 51 milhões de votos, quase metade do
eleitorado, cujos aliados se cansaram de dizer que só perdeu por ter
sido prejudicado na apuração, virou um zero político. O antigo
presidente do Senado demonstrou-se incapaz de coordenar sua própria
defesa, de articular-se com seus colegas senadores, de defender-se sem
choramingos, sem argumentos.
As acusações foram aceitas como verdade. Deve haver motivo para isso.
