Em
rota de colisão com o Planalto, presidente da Câmara viajará na próxima
quarta-feira. Ele se encontrará com a presidente chilena, Michelle
Bachelet
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VEJA – Da redação - Com Estaddão Conteúdo
Em crise com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajará nesta semana para o Chile.
Ele deverá estar fora do Brasil justamente na semana em que a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa votará a segunda denúncia contra
o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).
Segundo
assessores da Câmara, Maia decolará para Santiago na quarta-feira, de
onde deve retornar no dia seguinte. Na cidade, estão previstos encontros
do parlamentar brasileiro com a presidente do chilena, Michelle Bachelet, e com o presidente da Câmara dos Deputados do país, Fidel Espinoza Sandoval.
Maia
estará no exterior justamente nos dias em que a CCJ deve votar o
parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia
contra Temer e os ministros. No relatório, o tucano recomendou a rejeição da denúncia.
A discussão do parecer começará nesta terça-feira. A votação, por sua
vez, está prevista para quarta-feira, quando o presidente da Câmara
estará decolando para o Chile, país onde nasceu.
Vídeos aumentam tensão
A
turbulenta relação de Rodrigo Maia com o Planalto se agravou no último
fim de semana, após a publicação dos vídeos com a delação do doleiro
Lúcio Funaro no site da Câmara. O gesto foi entendido no governo como
mais uma ação de Maia para mostrar que está descolado do governo.
Interlocutores de Michel Temer avaliaram que o presidente da Casa
poderia não ter disponibilizado no site o material audiovisual da
colaboração premiada.
