![]() |
O
deputado Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ) se tornou réu numa ação civil
pública que o acusa de improbidade administrativa em razão das visitas
feitas ao seu pai, o ex-governador Sérgio Cabral (PDMB-RJ), preso desde novembro.
De
acordo com a ação, o deputado abusou da prerrogativa parlamentar para
visitar o pai foram dos dias e horários permitidos pela Secretaria de
Administração Penitenciária (Seap). O Ministério Público Federal também
relaciona os encontros a algumas faltas do peemedebista às sessões da
Câmara.
De
acordo com o MPF, Marco Antônio visitou Cabral 39 vezes entre novembro e
abril, dos quais 23 "valendo-se de prerrogativa parlamentar". Foram 33
visitas foram do dia permitido (quarta-feira) e quatro fora do horário
(das 9h às 16h). "O
deputado Marco Antônio Cabral abusou gravemente de suas prerrogativas
funcionais, violando as regras de visitação de familiares a presos
estabelecidas pela Seap", escreveu o procurador Gustavo de Albuquerque.
A
ação afirma que o deputado utilizou a prerrogativa parlamentar
inclusive quando havia se licenciado do mandato para assumir a
Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, entre outubro de 2016 e janeiro
de 2017. No período, visitou o pai 11 vezes. O
processo se refere às visitas realizadas em Bangu 10. Cabral foi
transferido para a cadeia pública José Frederico Marques em maio.
O
juiz federal Adriano Franca não deferiu a liminar em que o MPF pedia o
bloqueio de bens do deputado em dez vezes o valor do subsídio
parlamentar (R$ 33.763). Marco Antônio Cabral disse, em nota, que "a acusação é absurda e que nunca faltou sessão para visitar o pai".
