Chico Ferreira: Em denúncia, Janot vai apontar que 'não há dúvida' de que Temer cometeu crime

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Em denúncia, Janot vai apontar que 'não há dúvida' de que Temer cometeu crime


Em denúncia, Janot vai apontar que 'não há dúvida' de que Temer cometeu crime
Foto: Beto Barata / PR / Fotos Públicas
Na denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve oferecer contra o presidente Michel Temer (PMDB) nesta segunda-feira (26), o procurador-geral Rodrigo Janot disse que não há "dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção". Segundo informações de O Globo, o titular da PGR declarou também que a permanência do peemedebista na Presidência da República favorece a continuidade do cometimento de crimes. No texto de 93 páginas, Janot ainda defende a manutenção da prisão de Rocha Loures, ex-deputado federal e ex-assessor de Temer. Para o procurador-geral, é óbvia a atuação conjunta do presidente e do "homem da mala", como Loures ficou conhecido, nos crimes apontados na delação da JBS. "Não é lógico nem razoável inferir que o elevado potencial de reiteração delitiva do agravante [Rocha Loures] estaria neutralizado pelo fato de não mais dispor de seu mandato parlamentar. Michel Temer permanece em pleno exercício de seu mandato como Presidente da República", declarou Janot no documento. No âmbito da Operação Patmos, Temer foi gravado por Joesley Batista, presidente da JBS. No encontro ocorrido fora da agenda, o presidente afirma que o empresário deve manter sua anunciada boa relação com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – ex-presidente da Câmara Federal, já preso na Lava Jato. No áudio, é possível ouvir que Temer aprova quando Joesley afirma estar "segurando" dois juízes e indica Rocha Loures para resolver os assuntos do grupo empresarial no governo. Depois disso, o então deputado federal é flagrado ao receber uma mala com R$ 500 mil da JBS. "Não se sustenta, portanto, a versão dada por Michel Temer em seus pronunciamentos públicos segundo a qual indicou Rodrigo Loures para 'se livrar' de Joesley, uma vez que as provas demonstram que na verdade a conversa no Palácio do Jaburu foi apenas o ponto de partida para as solicitações e recebimentos de vantagens indevidas que viriam em sequência", apontou Janot, acrescentando ainda que o presidente assumiu ter indicado Loures para tratar das irregularidades admitidas pelo dono da JBS. Na denúncia, Janot ainda detalha a longa relação de confiança entre o ex-deputado e Temer ao longo dos seus mandatos de vice e agora de presidente da República.