Chico Ferreira: Hacker tentou extorquir Marcela ameaçando jogar nome de Temer ‘na lama’

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Hacker tentou extorquir Marcela ameaçando jogar nome de Temer ‘na lama’

Hacker tentou extorquir Marcela ameaçando jogar nome de Temer ‘na lama’
Foto: Divulgação
Silvonei de Jesus Souza, o hacker que clonou o celular de Marcela Temer (clique aqui e saiba mais), ameaçou revelar um áudio de uma conversa da primeira-dama no WhatsApp, que segundo ele jogaria o nome de Michel Temer (PMDB) “na lama”. De acordo com informações da Folha de S. Paulo o rapaz que cumpre pena de mais de cinco anos de prisão em regime fechado, pediu o valor de R$ 300 mil para não divulgar uma conversa de Marcela com seu irmão, Karlo Augusto Araújo. "Pois bem como achei que esse vídeo [na verdade, áudio] joga o nome de vosso marido [Temer] na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível... pensei em ganhar algum com isso!!!!", escreveu Silvonei para a primeira-dama. Ainda segundo o jornal o marqueteiro a quem o hacker se refere é Arlon Viana, atual assessor do presidente Michel Temer. "Tenho uma lista de repórteres que oferecem [R$] 100 mil cada pelo material", seguiu ameaçando Silvonei. "Você acha que isso prejudicaria alguém? Então, você quer dinheiro por causa desse áudio?", retrucou Marcela, acrescentando ser “do bem” e afirmando que o áudio seria uma “montagem”. O hacker então insistiu: "Sabe q não é montagem, não tem cortes. É a sua voz se identificando que estudava no Porfírio [escola onde Marcela estudou na infância]. Não existe como fazer montagem assim". Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Presidência da República afirmou que a expressão “jogar na lama” o nome de Temer está fora de contexto e que a primeira-dama não vai comentar o caso. A assessoria diz ainda que a Lei Carolina Dieckman preserva os direitos de privacidade das pessoas que tenham seu sigilo violado no meio digital. Após o ocorrido, um juiz de Brasília ordenou a retirada da reportagem da Folha sobre as mensagens trocadas entre Marcela e o hacker. A decisão considera violação de intimidade a reprodução do conteúdo dos diálogos.