Uma entrevista coletiva realizada agora a pouco na sede do Cremepe em Petrolina denunciou as péssimas condições de trabalho dos médicos anestesistas no Hospital de Urgência e Traumas. Segundo Dalmir Pedra, representante da Empresa de Anestesia e Serviços Médicos, 14 profissionais foram demitidos restando apenas cinco para atender toda a demanda cirúrgica. “ Com o rompimento do contrato com a empresa de anestesia, restam apenas cerca de cinco profissionais do segmento. Sendo que um anestesista chega a atender simultaneamente pacientes em quatro salas de cirurgias, essa foi uma medida unilateral do governo municipal e que só contribuiu para desqualificação do profissional, gerando uma sobrecarga de trabalho irresponsável”, denunciou.
Valmir esclarece que esta não é uma reivindicação salarial, apenas por qualidade do serviço, já que neste caso é grande o risco de morte. ” Não existe a menor possibilidade de 5 anestesistas atenderem toda a demanda do Traumas, fazendo de maneira irresponsável como está, se caso dois pacientes tiverem paradas cardíacas ao mesmo tempo, o anestesista então terá de escolher entre um e outro, o que é um absurdo, ilegal e contra ética da medicina”, reclamou. “Por isso estamos entrando com ação junto ao Cremepe e vamos recorrer ao Ministério Público, Polícia Federal e tudo mais que for necessário” .
Outra reivindicação da categoria é uma sala pós anestésica, para que o paciente fique sob observação e cuidados mais específicos dos médicos.
