segunda-feira, 16 de abril de 2018

Jungmann: Milícia é principal hipótese para caso Marielle



O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou, em entrevista ao Jornal da CBN, que a Polícia Civil do Rio vê a atuação de milicianos como a principal hipótese para a execução da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. O crime completou um mês no sábado, sem que nenhum suspeito tenha sido identificado. Segundo Jungmann, a apuração do caso analisou todas as possibilidades, mas as pistas do assassinato foram se afunilando. Ele afirmou que, hoje, uma das linhas de investigação está praticamente concluída.

“Eles partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas. Eu diria que, hoje, apenas uma delas e os investigadores têm caminhado bastante adiante. Essa hipótese mais provável é a atuação de milícias no Rio de Janeiro”, declarou.
O ministro da Segurança Pública ressaltou que a vereadora fazia a ponte entre o atual chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e o deputado Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio. Ele também lembrou que os casos do sumiço do pedreiro Amarildo, em 2013, e da execução da juíza Patrícia Acioli, em 2011, levaram mais de um mês para serem solucionados.
Outro tema da entrevista concedida ao Jornal da CBN foi a situação dos imigrantes venezuelanos em Roraima. Na semana passada, o governo do estado entrou com uma ação no STF para pedir o fechamento da fronteira do estado com a Venezuela. Jungmann considerou inevitável que o assunto entre na pauta eleitoral de Roraima, mas afirmou que o assunto é um tema nacional. Segundo ele, o Brasil recebe entre 500 e 600 venezuelanos por dia, o que não justifica a adoção de medidas mais radicais, uma vez que nem sempre eles permanecem no país por um longo período. Ele reconheceu que o fluxo migratório pressiona os serviços de saúde e assistência social de Roraima, mas defendeu que o governo não pode abrir mão da ajuda humanitária ao país vizinho.