El País
Nas
últimas semanas, o potencial candidato que mais se movimentou foi o
apresentador Luciano Huck: ele participou da criação de um fundo que
objetiva melhorar a qualidade dos nossos representantes no poder
legislativo; declarou que é hora de sua geração passar a comandar o
país; conversou, a portas fechadas, com pelo menos três partidos
políticos; e publicou um artigo no jornal de maior circulação do país reafirmando seu compromisso com a renovação política no Brasil.
Tudo
isso demonstra que Huck é candidatíssimo. De acordo com as pesquisas
qualitativas que tenho feito em vários municípios do país, e com o
modelo de projeções de resultados eleitorais que eu adoto (que cruza
variáveis como nível de conhecimento, rejeição e intenção de voto dos
diversos candidatos), ele, assim como Lula, Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa, já tem o dobro de chances de ir para o segundo turno se comparados com Marina Silva, Geraldo Alckmin, João Doria e Ciro Gomes.
Se Lula realmente não conseguir ser candidato;
João Doria se vir obrigado a recuar do seu sonho presidencial; e
Joaquim Barbosa decidir não disputar as eleições como cabeça de chapa,
ouso afirmar, com doze meses de antecedência, que Luciano Huck,
inevitavelmente, será um dos dois nomes do segundo turno das eleições.
Mais que isso: poderá até ganhar a corrida presidencial já no primeiro
turno, especialmente se conseguir fazer de Joaquim Barbosa o seu vice.
Para compreendermos o porquê disto, é preciso, em primeiro lugar...
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