Josias de Souza
Para
Marina Silva, o Brasil mudou de patamar. Foi do fundo do poço para o
poço sem fundo. Chegou às profundezas porque tomou gosto pela
polarização. Prestes a decidir sobre sua participação na terceira
campanha presidencial consecutiva, a estrela da Rede Sustentabilidade
disse numa entrevista ao blog que Lula e Jair
Bolsonoro, bem-postos nas pesquisas, reforçam o flagelo da cisão do
país. Afirma que eles “acabam sendo cabos eleitorais um do outro”.
Lamenta que os “projetos de poder” restrinjam o debate sobre um “projeto
de país”. (veja trechos da conversa ao longo do post e assista à
íntegra no rodapé)
O
repórter perguntou a Marina se a estratégia de Lula de realçar pontos
positivos de seu governo em contraposição às mazelas éticas que já lhe
renderam uma condenação a 9 anos e meio de cadeia seria uma versão
pós-moderna do ‘rouba, mas faz.’ Marina soou como se concordasse com a
tese. E aprofundou o raciocínio: ''Antes, a gente tinha essa ideia do
rouba, mas faz. Mas agora isso virou uma profusão de nomenclaturas. Tem
gente que diz rouba, mas é amigo. Rouba, mas é de esquerda. Rouba, mas é
de direita. Rouba, mas está fazendo as reformas. Isso não pode
acontecer.”
Tecnicamente empatada com
Bolsonaro na segunda colocação das pesquisas, Marina ainda não assume
formalmente sua condição de candidata. Mas fala sobre 2018 como se já
estivesse a um passo do palanque. “Em breve, estarei manifestando...
Continue lendo a entrevista clicando aí ao lado: ‘Lula e o Bolsonaro acabam sendo cabos eleitorais um do outro’, diz Marina