Foto: Agência Câmara
O ex-presidente da construtora OAS, José Adelmário Pinheiro Filho
(Léo Pinheiro), o ex-senador Gim Argello, e os ex-diretores da UTC
Engenharia Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro Santana, tiveram suas penas
reduzidas no contexto das investigações da Operação Lava Jato. O
julgamento da apelação criminal feita pelas defesas dos três réus foi
retomado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto
Alegre, foi retomado nesta terça-feira (7). No caso de Léo Pinheiro, a
pena inicial determinada pelo juiz Sérgio Moro, por corrupção ativa e
lavagem de dinheiro, foi de 8 anos e 2 meses para 5 anos, 6 meses e 3
dias. A alteração se deve à absolvição por obstrução de Justiça. No caso
de Argello, a condenação foi reduzida de 19 anos para 11 anos e 8
meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – a 8ª Turma do TRF4,
responsável pelos julgamentos em segunda instância, entendeu que o
crime de obstrução de Justiça não foi cometido. O advogado do
ex-senador, Marcelo Bessa, apontou a mudança como uma pequena vitória,
já que, sustenta ele, o ex-senador não teria envolvimento também com os
outros dois crimes. Ele informou que vai pleitear habeas corpus para seu
cliente com base na decisão por maioria. Argello está preso
preventivamente desde abril de 2016. A pena do ex-diretor da UTC
Engenharia, Ricardo Pessoa, que foi condenado por corrupção passiva e
lavagem de dinheiro, foi reduzida de 10 anos e 6 meses para 7 anos no
TRF4. A de Walmir Santana passou de 9 anos, 8 meses e 20 dias para 6
anos e 2 meses.