A conversa que tiveram na tarde de ontem foi áspera e, segundo Tasso, deixou-os em posições irreconciliáveis
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O Globo - Lydia Medeiros
A
decisão de Aécio Neves de destituir Tasso Jereissati e recuperar, com o
apoio do governo, o comando do PSDB, foi além de uma cartada política.
Pôs fim a uma amizade de décadas.
A conversa que tiveram na tarde de ontem foi áspera e, segundo Tasso, deixou-os em posições irreconciliáveis.
Aécio
entrou no gabinete de Tasso para pedir que renunciasse, alegando que
era preciso haver condições de igualdade na disputa pela presidência
tucana.
Tasso
subiu o tom. Cobrou “sinceridade” e seguiu o mineiro até a saída do
gabinete. Em voz alta, exigiu que ele fosse “verdadeiro”, que tivesse
coragem e o destituísse da função.
Um
diálogo bem diferente daquele que tiveram semanas atrás, quando Aécio,
com humildade, e evocando antigos laços familiares, pediu que Tasso
fosse ao microfone no plenário para defendê-lo e livrá-lo das medidas
cautelares impostas pelo STF.
