Com guerra fratricida no PSDB, cresce ala que quer terceira via; FHC e Alckmin são opções
Folha de S.Paulo – Daniela Lima – Painel
O novo capítulo
da guerra fratricida travada no PSDB deu força ao grupo que tenta sacar
da cartola um nome que seja capaz de unificar a sigla. Três tucanos
lideram as apostas: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o
governador Geraldo Alckmin (SP)
e o senador Antonio Anastasia (MG). FHC já disse a diversos
interlocutores que não quer assumir o comando da legenda, mas muitos
apostam que, se ele for ungido, acabará cedendo. Alckmin teme, mas não
descarta aceitar a missão.
Nos últimos dias, Aécio Neves (PSDB-MG)
distribuiu sinais de que poderia dar um ultimato a Tasso Jereissati
(PSDB-CE), mas não deu certeza a ninguém. Pegou até integrantes de seu
grupo político no contrapé e tornou-se alvo de críticas mesmo entre os
aliados.
Após a implosão do ninho tucano em
Brasília, Alckmin foi ao apartamento de FHC, em São Paulo, discutir
caminhos para o partido. O ex-presidente tem viagem marcada para o
exterior, nesta sexta (10).
FHC brincou que tem esperanças de encontrar “o ninho em paz” daqui a 15 dias, quando deve retornar ao Brasil.
O ex-presidente parece ter esboçado
reações divergentes à destituição de Tasso. Enquanto o cearense disse
que o ex-presidente ficou “perplexo”, outros nomes da legenda ouviram
dele que Alberto Goldman, o herdeiro do pepino tucano, teria capacidade
para arbitrar o conflito.