Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, o prefeito de Petrolina,
Miguel Coelho, ainda no PSB, deu a entender que a sua gestão passou a
ser discriminada pelo Governo do Estado depois que o grupo do seu pai, o
senador Fernando Bezerra Coelho, rompeu com Paulo Câmara, saiu do PSB e
assumiu discurso de pré-candidato a governador. Segundo ele, em nenhum
momento o Governo Câmara atendeu a contento os pleitos do município.
Miguel fez apenas uma ressalva à postura correta e de equilíbrio,
segundo ele, do presidente da Compesa, Roberto Tavares. As obras e
projetos voltados para o município, de acordo com o prefeito, estão em
ritmo de normalidade, estando Tavares mantendo diálogo permanente. Sobre
a candidatura do seu pai, Miguel disse que ainda é muito cedo para
tratar de nomes, mas afirmou que aposta na unidade da oposição, formada
pelo G-4, o grupo dos quatro partidos que planejam construir uma
candidatura única ao Governo do Estado.
O prefeito falou também da sua gestão, que, segundo ele, tem buscado o
equilíbrio fiscal, apesar das dúvidas astronômicas, em sua expressão,
deixadas pelo ex-prefeito Júlio Lóssio. "Não quero realimentar essa
polêmica, mas a população sabe o que herdamos em termos de despesas",
afirmou. Ainda em relação ao modelo de governo implantado, destacou a
obra social do restaurante popular, com refeições a R$ 1,50, que tem
sido um tremendo sucesso, chegando a atender mais de seis mil pessoas
por dia.
Enquanto, por outro lado, o Governo do Estado passou a ver Petrolina
com viés discriminatório, o prefeito disse que não teve outra
alternativa que não fosse buscar parcerias com o Governo Federal.
Através de recursos viabilizados na gestão Temer, Miguel tem se
diferenciado na região com obras que geram emprego e renda. Ele citou
que iniciou, por exemplo, a pavimentação de um conjunto de mais de 20
ruas, boa parte também com recursos próprios frutos do ajuste fiscal que
vem sendo feito.