sábado, 9 de setembro de 2017

Campanha: Bezerra já começa a bater no governador


As primeiras prévias da campanha eleitoral
"Desde o início da gestão do governador Paulo Câmara não houve diálogo"
Bezerra Coelho já dá sinais da sua tática para 2018 e o PSB rebate, colando imagem dele a Temer

Do Diario de Pernamabuco – Sávio Gabriel

Depois da polêmica gerada devido à filiação ao PMDB, o senador Fernando Bezerra Coelho afirmou que seu filho, o atual ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, que ainda está no PSB, é um potencial candidato para a disputa ao governo do estado em 2018. Em entrevista à Rádio Jornal, nesta sexta-feira, Bezerra Coelho destacou que Fernando Filho é um quadro “promissor” e o trabalho à frente da pasta o credencia para liderar a chapa majoritária do próximo ano. O ex-socialista ainda disparou críticas a seu antigo partido, afirmando que, desde o início da gestão do governador Paulo Câmara (PSB), não houve diálogo com o seu grupo político e antecipou parte do discurso que será utilizado pela oposição no estado.
“Ele é um quadro promissor pelo trabalho que vem desenvolvendo à frente do ministério, tendo o reconhecimento dos setores da área de energia, petróleo, gás, mineração, e pelo trabalho de reestruturação de um setor que é importante para o desenvolvimento nacional”, disse o senador, destacando, no entanto, que o candidato ao governo ainda será escolhido.
A fala do senador não foi bem recebida dentro do PSB. O deputado federal Danilo Cabral, por exemplo, defendeu a saída imediata de Fernando Filho dos quadros socialistas. “Que ele deixe de imediato o partido ou que o PSB o expulse. Não podemos esperar a janela partidária com um traidor dentro do partido”, disparou o parlamentar, reforçando que o grupo político de Bezerra Coelho representa o governo do presidente Michel Temer (PMDB).
O presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, afirmou que o caso do ministro já está em análise na comissão de ética – Fernando Filho responde a processo por ter votado a favor da reforma trabalhista na Câmara dos deputados. “Quando a comissão concluir a instrução do processo, vai apresentar o relatório ao diretório nacional. Não posso falar sobre algo que não está nas minhas mãos”, ponderou.
Ainda durante a entrevista, Bezerra Coelho lembrou que, assim como ele, outras lideranças socialistas, entre elas Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, são alvo de investigação no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista afirmou que tem conviccção de que os processos serão arquivados ao fim das investigações. “Nós temos tranquilidade em relação aos atos do governador. Não sei se ele tem tranquilidade em relação aos atos dele”, rebateu Danilo.
Bezerra Coelho deixou claro que o palanque da oposição em Pernambuco, cuja articulação passa ainda por DEM, PSDB e PDT, será formada por aqueles “que tiveram a coragem de fazer as mudanças que o Brasil estava reclamando”. Ele minimizou a impopularidade de Michel Temer e disse que a frente política que está em construção vai “apresentar a melhor proposta e os melhores quadros para oferecer uma melhor perspectiva para toda gente pernambucana”.