Enquanto o presidente do Senado, Renan
Calheiros, promete fazer uma caça aos supersalários dos três Poderes da
República, ministros do governo Michel Temer podem virar alvo da
comissão especial que vai tratar do tema. Na Esplanada, três ministros
recebem salários maiores que o teto previsto na Constituição: Geddel
Vieira Lima (da Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (da Casa Civil) e
Osmar Terra (do Desenvolvimento Social e Agrário). Os três ganham acima
do vencimento de R$ 33.763 dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o
teto salarial no funcionalismo público federal.
Principal homem do governo à frente da
elaboração da reforma da Previdência, Padilha recebe R$ 30.934 de
salário e mais uma aposentadoria como deputado federal de R$ 19.389,
somando R$ 50.323. Ele ainda recebe um auxílio-moradia de R$ 7.373,30
que não entra no cálculo do teto.
Geddel, que é responsável pela
articulação política do governo, também recebe salário e aposentadoria
de deputado. No total, ganha R$ 51.288,25. Osmar Terra, além de
ministro, é deputado licenciado. Ele não recebe o vencimento de
ministro, porque optou por receber o salário de parlamentar (R$ 33.763),
e soma ainda a aposentadoria como funcionário do Ministério da Saúde,
de R$ 7.000, recebendo ao fim do mês R$ 40.763. Os três informaram,
através de assessores, que consideram legítimo acumular os salário com
as aposentadorias.