Deputado, que até poucos dias era contrário ao impeachment, mudou voto em razão de aproximação do PP com o Planalto
Estadão conteúdo
A
mudança de posicionamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) fez a
Comissão Especial do Impeachment passar a ter parlamentares suficientes
para aprovar o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO).
Trinta e três dos 65 deputados do colegiado disseram que vão referendar o
documento de Arantes, favorável ao afastamento da presidente Dilma
Rousseff, com base nas pedaladas fiscais.
Até
as 18h desta quinta-feira (7), o Placar do Impeachment do jornal "O
Estado de S. Paulo" mostrava que, no colegiado, 20 deputados devem ser
contra o parecer, enquanto nove estão indecisos. Os parlamentares
Weliton Prado (PMB-MG), Edio Lopes (PR-RR) e Jhonatan de Jesus (PRB-RR)
não quiseram responder à reportagem. A votação do parecer está
programada para a próxima segunda-feira (11).
Maluf
O
ex-prefeito de São Paulo havia se declarado até o início da semana
contrário ao afastamento da presidente. A aproximação do Planalto ao PP
mediante troca de votos por cargos no segundo e terceiro escalões foi um
dos motivos, segundo Maluf, para a mudança de voto.
O
deputado fez o anúncio, pelas redes sociais, no mesmo dia em que o
presidente do PP, senador Ciro Nogueira, afirmou que o partido permanece
na base de apoio do governo Dilma. Segundo Nogueira, mais de 40 dos 57
parlamentares do partido preferem continuar como aliados do Planalto.
Rito
Nesta
sexta-feira (8) será definido o rito de discussão e votação do parecer.
Um dos assuntos discutidos deve ser a possibilidade de sessões no fim
de semana. Quanto a isso, disse o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), não há qualquer impedimento no regimento da
Casa. Parlamentares favoráveis ao impeachment querem que a votação no
plenário ocorra em, no máximo, 10 dias.