Na
contabilidade do governo, nenhum deputado do PSD ligado ao ministro
Gilberto Kassab votará a favor de Dilma. Os parlamentares da legenda que
ainda podem apoiá-la são, em sua maioria, da Bahia e do Ceará, cujos
governadores são contra o impeachment. Aavaliação é de Mônica Bergamo,
na sua coluna desta quarta-feira, na Folha de S.Paulo.
Lembra
acolunista que no começo do governo, Dilma e o então ministro da Casa
Civil, Aloizio Mercadante, decidiram ceder amplo espaço a Kassab no
governo pensando que ele seria um aliado eficiente e fiel à presidente. A
ideia era fazer um contraponto ao PMDB.
Enquanto
isso, a decisão do deputado Maurício Quintella (PR-AL) de sair da
liderança de seu partido e declarar apoio ao impeachment foi a senha
para que o governo entendesse que estava aberta a porteira para a
debandada das legendas que tinham prometido apoiá-la. Quintella é um dos
melhores amigos de Ciro Nogueira, presidente do PP, que um dia depois
seguiu o mesmo caminho. Tanto Quintella quanto Ciro Nogueira conversaram
com o vice-presidente Michel Temer antes do abandonar o barco de Dilma.