Como a política brasileira está mergulhada numa crise de
ponta-cabeça – a pior que se tem notícia – há misturas para todos os
gostos. A última das quais um pedido de impeachment para alcançar o
ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio, que determinou ao
presidente Câmara, Eduardo Cunha, que abra um processo contra o
vice-presidente Michel Temer, a exemplo da Comissão de impeachment
contra a presidente Dilma, cujo relatório deve ser entregue ainda nesta
quarta-feira (6). Agora estão em moda os pedidos de impeachment. O
interessante é que, no STF, há dois ministros em posições opostas: o
citado Marco Aurélio, favorável, pelo visto, à causa da presidente e, o
segundo, o ministro Gilmar Mendes, que lê a cartilha da oposição. Não
deveria ser assim porque a o Supremo teria que ser isento. O pedido de
impeachment contra o ministro Marco Aurélio deve ser apresentado por um
advogado representante do Movimento Brasil Livre, que dará entrada
também ainda hoje representando o MBL. Observa-se que há uma convulsão
generalizada que toma o País de ponta a ponta, de tal modo que a crise
política fez esquecer, em parte, a crise econômica que se abate sobre
todos os brasileiros. Esta convulsão nem tem prazo para amainar. Se
Dilma cair, é possível que se abata sobre Michel Temer, que tenta a
chegar ao poder, para, certamente, evoluir mais adiante. Até quando?