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Confrontada
com o risco do impeachment, Dilma Rousseff se desfez do figurino de
presidente fechada e avessa à política. Passou a sexta telefonando para
governadores e deputados. Dizia, em tom deferente: “Peço a sua ajuda”.
Na antessala de seu gabinete, local de baixíssima frequência em tempos
normais, uma romaria de políticos jamais vista ali ajudou o Planalto a
chegar à véspera da votação do impeachment bem menos pessimista do que
nos dias anteriores.
O
movimento “nem Dilma nem Cunha” tem potencial para bagunçar o placar de
domingo, segundo políticos. No grupo, há cerca de 20 deputados que se
posicionaram a favor da deposição, mas dizem não querem “legitimar”
Eduardo Cunha no poder.
O
movimento ganhou, nas últimas horas, apoio de deputados de PSB, PSD,
Rede, PTdoB e PR. Uma reunião neste sábado foi marcada para bater o
martelo sobre a estratégia de chamar eleições presidenciais. (Coluna
Painel - Folha de S.Paulo)
