sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PGR pede ao STF para apurar repasses suspeitos de Renan de R$ 5,7 milhões


PGR pede ao STF para apurar repasses suspeitos de Renan de R$ 5,7 milhões


A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de um novo inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), para apurar movimentação financeira no valor de R$ 5,7 milhões. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o valor representaria transações incompatíveis com a renda do senador. Há suspeita de crimes de lavagem de dinheiro e peculato. Ainda de acordo com o jornal, os indícios surgiram no âmbito das investigações de outro inquérito que apura se o presidente do Senado usou dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. A Procuradoria já ofereceu denúncia neste caso contra Renan há três anos, mas um novo pedido de diligência feito pela defesa retirou o processo da pauta de votações do plenário do STF. Diante dos fatos terem sido encontrados nas investigações referentes à denúncia, o novo caso foi distribuído ao ministro Luiz Edson Fachin, que acabou pedindo a redistribuição do processo ao presidente da corte, Ricardo Lewandowski, entendendo que não havia ligação direta com a acusação inicial da Procuradoria. O caso foi enviado para o ministro Dias Toffoli decidir se autoriza a investigação. Não há detalhes sobre a movimentação financeira a descoberto. O caso está em segredo de justiça, mas há suspeita de que existam possíveis fraudes tributárias.