O casal de marqueteiros João Santana e Mônica Mouta teve sua prisão
prorrogada nesta sexta-feira (26), pelo juiz federal Sérgio Moro. De
acordo com a Veja, Moro viu “certos problemas” no álibi apresentado pelo
casal, em depoimento à Polícia Federal. Eles afirmaram não conhecer a
origem dos recursos depositados em contas da empresa que eram mantidas
no exterior. Em sua decisão, Sergio Moro explica que a detenção do casal
Santana, que trabalhava na campanha à reeleição do presidente da
República Dominicana, Danilo Medina, foi decretada depois de os
investigadores do petrolão encontrarem indícios de que eles seriam
controladores da empresa offshore Shellbill Finance SA. A empresa não
foi declarada às autoridades brasileiras e é beneficiária de dinheiro
que o Ministério Público acredita ter sido desviado do esquema de
corrupção na Petrobras. A quebra de sigilo bancário da conta da empresa
revelou repasses de 3 milhões de dólares da Klienfeld Services, offshore
ligada ao Grupo Odebrecht. A Klienfeld já havia sido utilizada para
transferir dinheiro de propina aos ex-diretores da Petrobras Renato
Duque e Paulo Roberto Costa e do ex-gerente da petroleira Pedro Barusco.
Além da presença da Klienfeld como fonte pagadora do casal Santana, a
atuação do operador de propinas Zwi Skornicki como responsável por
outros repasses - de 4,5 milhões de dólares - à dupla foi classificada
como "perturbadora" pelo juiz.