A 23ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta
segunda-feira (22), incluía um segundo pedido de prisão contra Marcelo
Odebrecht, ex-presidente da empreiteira. Como ele está preso desde junho
do ano passado, o pedido foi negado pelo juiz Sérgio Moro. No entanto,
Marcelo está sendo transferido para a Superintendência da Polícia
Federal de Curitiba, no Paraná, para prestar esclarecimentos sobre os
novos documentos e informações adquiridos. Segundo informações da
Polícia Federal, em entrevista coletiva concedida no final da manhã
desta segunda, o motivo seria obstrução da Justiça: com base em,
principalmente, anotações na agenda do executivo. De acordo com
investigadores, foi identificado que ele transferiu cinco funcionários
envolvidos com o esquema investigado após a deflagração da operação.
Alguns deles, alvos de mandados de prisão temporária e preventiva, ainda
estão no exterior e portanto não foram presos: Benedito Barbosa da
Silva Jr., presidente da Odebrecht Infraestrutura, e Fernando Migliaccio
da Silva, que é apontado como operador de pagamentos no exterior por
meio das offshore. Também estão fora do Brasil o publicitário João
Santana, marqueteiro de campanhas presidenciais do ex-presidente Lula e
da presidente Dilma Rousseff, e sua esposa, Mônica Moura. Com mandado de
prisão em aberto, eles estão na República Dominicana. Ao Globo News,
Mônica afirmou que eles devem voltar assim que recebam comunicado
oficial (clique aqui).
A Polícia Federal informa que vai aguardar que os que respondem por
mandados ainda não cumpridos retornem e se apresentem espontaneamente.
Depois da espera, a previsão é iniciar uma busca internacional.