O marqueteiro baiano João Santana vai admitir que recebeu dinheiro
de forma irregular no exterior. Segundo a Folha de S. Paulo, no entanto,
ele deve dizer que os valores não tiveram origem nas campanhas
políticas nas quais ele trabalhou para o PT. Ele e a mulher, Mônica
Moura, foram presos na 23ª fase da Operação Lava Jato sob acusação de
receber R$ 7,5 milhões ilegalmente em uma conta na Suíça, sendo US$ 3
milhões pagos pela Odebrecht e US$ 4,5 milhões pelo lobista polonês Zwi
Skornicki, que foi preso na última segunda-feira (22). No mandado de
prisão, o juiz Sérgio Moro explica que o dinheiro era pago como caixa
dois de campanha. Também segundo a Folha de S. Paulo, Santana vai
reconhecer à polícia que o montante era fruto de caixa dois, mas vai
tentar desviar as suspeitas para outros lugares onde ele também
trabalhou com campanha política, como Argentina e El Salvador. Quando o
mandado de prisão temporária foi expedido esta semana, ele estava na
República Dominicana, onde estava trabalhando na reeleição do presidente
do país. O marqueteiro voltou ao Brasil e se entregou nesta terça-feira
(23). Ele deve prestar depoimento à Polícia Federal nesta quarta.