Por irregularidades, partido deixará de receber 27 milhões e pagará multa de 4,9 milhões
Do El País - Afonso Benites
Com
parte de seus quadros investigado pela operação Lava Jato, o PT passa
por uma profunda crise de imagem. Mas a percepção negativa não é o único
problema da sigla: nos próximos três meses, o partido estará em uma
situação financeira complicada. Seu diretório nacional deixará de
receber toda a verba do fundo partidário a que tem direito e, para
completar, terá de pagar uma multa milionária.
A
situação se deu porque, no ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) reprovou parcialmente as contas de 2009 do partido. Os ministros
do tribunal entenderam que o PT usou recursos do fundo partidário para
pagar um empréstimo fictício contraído no Banco Rural (a mesma
instituição financeira envolvida no escândalo do mensalão, descoberto em
2005). O resultado foi uma sanção de 4,9 milhões de reais, além da
suspensão dos cerca de 27 milhões de reais do fundo partidário deste
trimestre.
A
fatura chegou agora e o partido teve de se reestruturar para os tempos
de vacas magras. Seu diretório nacional, por exemplo, entregou algumas
das salas que ocupava em um prédio do Setor Comercial Sul de Brasília e
fechou o auditório com capacidade para 140 pessoas que era usado para as
reuniões do diretório nacional. Além disso, reduziu os valores gastos
com passagens aéreas e outras despesas de viagens de seu corpo de
funcionários. Entre as sedes de Brasília e de São Paulo, quase cem
pessoas prestam serviços ao PT.