A assessoria de imprensa do presidente da Câmara dos Deputados,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), divulgou nota, na madrugada deste sábado (10),
por meio da qual seus advogados afirmaram estranhar a publicação de
informações de investigações sob sigilo. De acordo com a Folha de S.
Paulo, os profissionais insinuam uma possível participação do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no vazamento. "É de se
destacar que até o momento o presidente da Câmara dos Deputados não foi
notificado, nem mesmo teve acesso, a qualquer procedimento investigativo
que tenha por objeto atos ou condutas de sua responsabilidade. As
únicas informações que possui são aquelas veiculadas nos órgãos de
imprensa", diz a nota. Não há nenhuma referência a qualquer das
suspeitas divulgadas sobre contas na Suíça pertencentes a Cunha ou
familiares. "Sem que isso signifique a admissão de qualquer
irregularidade, é de se estranhar que informações protegidas por sigilo
–garantido tanto constitucionalmente, como também pelos próprios
tratados de cooperação internacional– estejam sendo ostensivamente
divulgadas pela imprensa, inclusive atingindo pessoas que sequer são
objeto de qualquer investigação, sendo que a única autoridade com acesso
a tais informações, segundo o que também se noticia, seria o
procurador-geral da República", completa.