De
acordo com integrante da equipe de Dilma Rousseff, o governo não tem
como prometer a Cunha o que não pode entregar – ou seja, algum tipo de
blindagem nas investigações da Operação Lava Jato. Caso Cunha deixasse a
presidência da Câmara, no entanto, seria possível para o governo botar o
pé no freio e não engrossar as fileiras do que propõe que ele seja
cassado, ainda que 32 parlamentares do PT já tenham apoiado ações contra
ele no Conselho de Ética do parlamento. A avaliação é de Mônica Bergamo, hoje, na sua coluna da Folha de S.Paulo.
Segundo
Mônica, na análise de advogado próximo do PT, a proposta poderia
interessar, já que, uma vez cassado, Cunha corre o sério risco de ser
preso. E não apenas pelas acusações de ter contas no exterior – mas
também por suspeitas de que tentou coagir testemunhas das investigações.
O parlamentar já negou tanto que tenha recursos fora do país quanto que
tenha pressionado depoentes da Lava Jato.
A colunista da Folha detalha mais o desenrolar do fatos relacionados ao processo de impeachment que rola em Brasília:
“As
liminares concedidas ontem pelo STF (Supremo Tribunal Federal) acabaram
transformando Cunha no elo mais fraco, por enquanto, de qualquer
tentativa de negociação. Ele perdeu o poder de acionar a bomba do
impeachment contra Dilma a qualquer momento.
“O
pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, em SP, foi um
dos escalados para fazer o meio de campo entre o governo Dilma Rousseff e
o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é
íntimo do peemedebista e apoiou a presidente na eleição de 2014 –- até a
levou para um culto no Brás.