Indicado ao cargo pelo Solidariedade no fervor das articulações
eleitorais, o recém-empossado presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado
(SDD), chegou em abril à empresa mista já com uma difícil missão:
administrar, simultaneamente, as demandas turísticas da Copa do Mundo e
do São João. Para ele, apesar de o protagonismo ser do futebol este mês,
os festejos juninos têm tirado vantagem da invasão de estrangeiros em
Salvador. “A gente, até agora, tem conseguido agregar muitos turistas à
festa”, disse, em entrevista ao Bahia Notícias. Embora sua nomeação não
tenha sido suficiente para selar o apoio da sigla ao pré-candidato
petista ao Executivo do Estado, Rui Costa – o partido anunciou que
seguirá ao lado de Paulo Souto (DEM) rumo às eleições de outubro deste
ano –, Medrado garante que permanece como auxiliar do governador Jaques
Wagner (PT) pelo menos até dezembro. Até porque, seus principais planos
de gestão, atualmente, são para o período pós-Mundial, quando – ele
reconhece – a demanda de turistas deve cair muito por conta da baixa
estação. “Acho que a demanda terá deficiência, previsivelmente. Por
isso, queremos fortalecer o Centro de Convenções. Dessa forma, mesmo nos
períodos mais fracos em termos de turismo tradicional, podemos
conseguir atrair um público corporativo, de negócios”, explicou.
Correligionário do deputado federal baiano Luiz Argôlo (SDD), alvo de
processo do Conselho de Ética da Câmara por suspeita de envolvimento no
esquema de lavagem de dinheiro chefiado pelo doleiro preso pela Polícia
Federal Alberto Youssef, o chefe da Bahiatursa e secretário-geral da
legenda aposta na inocência do colega e assegura que o partido não quer a
renúncia, tampouco a expulsão do parlamentar. “Soube que foi arquivado o
processo dele no conselho de ética do partido. Eu acredito também que
isso deve acontecer na Câmara dos Deputados. O Solidariedade tem dado
apoio no que ele precisa”, afirmou. Leia aqui a entrevista na íntegra.