O PSB do ex-governador Eduardo Campos tenta um último movimento para
evitar uma divisão em Minas Gerais. O partido vai decidir, amanhã (21),
durante a convenção estadual, se vai ter candidato a governador ou se
irá apoiar o ex-ministro Pimenta da Veiga, candidato do PSDB, uma
escolha cheia de armadilhas para Eduardo e sua pré-candidata a
vice-presidente, Marina Silva (PSB).
Lideranças do PSB de Minas Gerais vão se reunir hoje, em Belo Horizonte, parar tentar chegar a um acordo antes da convenção e evitar um desgaste aberto no sábado entre alas do partido. Das conversas participarão o presidente do partido no estado, o deputado federal Júlio Delgado, e o presidente do partido em Belo Horizonte, João Lobo, além de deputados federais e estaduais.
Minas Gerais é o principal reduto eleitoral do senador e candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), e é o segundo maior colégio eleitoral do país. Eduardo e Aécio rivalizam para ir ao segundo turno com a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) nas eleições deste ano.
Nesse arranjo, lideranças locais do PSB negociam com o PV e, claro, com os tucanos de Aécio. PSB e PV têm dois bons puxadores de votos: o primeiro, Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, que vai tentar se eleger deputado federal; o segundo, Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro, que quer tentar um cargo de deputado estadual.
Mas os interesses e cálculos do PSB de Minas Gerais se chocam com os da campanha de Eduardo Campos e Marina Silva. A ex-senadora esteve em Belo Horizonte dias atrás para dizer que é preciso que os socialistas tenham sim, um candidato ao governo mineiro, e deixou claro sua preferência pelo nome do médico Apolo Heringer, ainda que a alternativa mais forte seja o deputado federal Júlio Delgado, presidente estadual do PSB.
A armadilha para Eduardo em Minas Gerais é como agir caso a convenção decida ficar com o grupo de Aécio. Se isso ocorrer, será uma indicação de que, no estado, Aécio tem mais influência sobre o PSB do que Eduardo, que é o presidente nacional da legenda.
Lideranças do PSB de Minas Gerais vão se reunir hoje, em Belo Horizonte, parar tentar chegar a um acordo antes da convenção e evitar um desgaste aberto no sábado entre alas do partido. Das conversas participarão o presidente do partido no estado, o deputado federal Júlio Delgado, e o presidente do partido em Belo Horizonte, João Lobo, além de deputados federais e estaduais.
Minas Gerais é o principal reduto eleitoral do senador e candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), e é o segundo maior colégio eleitoral do país. Eduardo e Aécio rivalizam para ir ao segundo turno com a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) nas eleições deste ano.
Nesse arranjo, lideranças locais do PSB negociam com o PV e, claro, com os tucanos de Aécio. PSB e PV têm dois bons puxadores de votos: o primeiro, Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, que vai tentar se eleger deputado federal; o segundo, Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro, que quer tentar um cargo de deputado estadual.
Mas os interesses e cálculos do PSB de Minas Gerais se chocam com os da campanha de Eduardo Campos e Marina Silva. A ex-senadora esteve em Belo Horizonte dias atrás para dizer que é preciso que os socialistas tenham sim, um candidato ao governo mineiro, e deixou claro sua preferência pelo nome do médico Apolo Heringer, ainda que a alternativa mais forte seja o deputado federal Júlio Delgado, presidente estadual do PSB.
A armadilha para Eduardo em Minas Gerais é como agir caso a convenção decida ficar com o grupo de Aécio. Se isso ocorrer, será uma indicação de que, no estado, Aécio tem mais influência sobre o PSB do que Eduardo, que é o presidente nacional da legenda.
Um alinhamento com os tucanos pode ser visto ainda como um novo sinal
de desarmonia entre Marina e o PSB. A ex-senadora já teve um atrito com
o partido em São Paulo, onde defendeu a tese da candidatura própria,
rechaçada pela cúpula socialista, que preferiu se aliar ao governador
Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição.
Em busca de uma alternativa que agrade a gregos e troianos, Eduardo poderia intervir e decidir pela candidatura própria, mesmo que na convenção o resultado seja pela aliança com o PSDB, mas aí reside outra armadilha: adversários do ex-governador, entre eles os tucanos, poderão usar o episódio para classifica-lo de antidemocrático e, pior, de fazer política dos velhos coronéis do Nordeste.
Em busca de uma alternativa que agrade a gregos e troianos, Eduardo poderia intervir e decidir pela candidatura própria, mesmo que na convenção o resultado seja pela aliança com o PSDB, mas aí reside outra armadilha: adversários do ex-governador, entre eles os tucanos, poderão usar o episódio para classifica-lo de antidemocrático e, pior, de fazer política dos velhos coronéis do Nordeste.