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atual crise na Petrobras opõe, de forma direta, os governos Dilma e
Lula. Ao tentar se livrar do desgaste de ter aprovado a compra da
refinaria de Pasadena pela Petrobras, quando era ministra da Casa Civil e
presidia o conselho de administração da estatal, a presidente Dilma
Rousseff acabou levantando suspeitas sobre a gestão de José Sergio
Gabrielli, indicado para a presidência da empresa por Lula. Ao ser
eleita, Dilma indicou para o cargo a atual presidente Graça Foster.
Ainda assim, a presidente
se vê diante de uma situação inusitada: para enfrentar a crise provocada
pelas denúncias contra a empresa, a presidente leva em conta os
conselhos das pessoas de seu entorno, principalmente do ex-presidente
Lula. A queda de sete pontos percentuais na popularidade do governo, de
acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada na última quinta-feira, também
fez com que a equipe do Planalto entrasse em alerta e buscasse no
ex-presidente combustível para lidar com o momento político.
Lula acaba então fazendo o
papel de bombeiro, trabalhando para tentar melhorar o ambiente, tanto
com empresários quanto no próprio PT. (De O GLOBO - Fernanda Krakovics, Luiza Damé e Catarina Alencastro)
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