Presença certa, há 30 anos, na homenagem à Iemanjá, a mãe
Lourdes, de 63 anos, integrante do terreiro candomblecista Capangueiro,
localizado em Feira de Santana, chegou já na madrugada deste domingo (2)
ao bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e só deve pegar a estrada
novamente no final da tarde. Em entrevista ao Bahia Notícias, na festa
lotada de fiéis de todas as religiões que se mobilizam para presentear a
rainha do mar, figura típica do Candomblé, ela afirmou que a religião
não deve ser relacionada a modismos ou ondas passageiras. “O Candomblé
não pode ser seguido apenas por influência. Ele é um dos caminhos para
se aproximar de Deus e ter graças alcançadas”, disse. Já sua filha,
Jurema Lívia, de 33 anos, também candomblecista, avalia como positiva a
expansão da cultura africana na Bahia e, em especial, no interior.
Segundo ela, Feira de Santana já abriga cerca de 200 terreiros. “Apesar
de tudo, o Candomblé tem crescido e eu me sinto lisonjeada por ser
procurada por pessoas de outras religiões. Estamos mais visíveis”,
avaliou.