domingo, 2 de fevereiro de 2014

‘Candomblé não deve ser seguido só por influência’, diz mãe de terreiro em Festa de Iemanjá


‘Candomblé não deve ser seguido só por influência’, diz mãe de terreiro em Festa de Iemanjá
Presença certa, há 30 anos, na homenagem à Iemanjá, a mãe Lourdes, de 63 anos, integrante do terreiro candomblecista Capangueiro, localizado em Feira de Santana, chegou já na madrugada deste domingo (2) ao bairro do Rio Vermelho, em Salvador, e só deve pegar a estrada novamente no final da tarde. Em entrevista ao Bahia Notícias, na festa lotada de fiéis de todas as religiões que se mobilizam para presentear a rainha do mar, figura típica do Candomblé, ela afirmou que a religião não deve ser relacionada a modismos ou ondas passageiras.  “O Candomblé não pode ser seguido apenas por influência. Ele é um dos caminhos para se aproximar de Deus e ter graças alcançadas”, disse.  Já sua filha, Jurema Lívia, de 33 anos, também candomblecista, avalia como positiva a expansão da cultura africana na Bahia e, em especial, no interior. Segundo ela, Feira de Santana já abriga cerca de 200 terreiros. “Apesar de tudo, o Candomblé tem crescido e eu me sinto lisonjeada por ser procurada por pessoas de outras religiões. Estamos mais visíveis”, avaliou.