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PT pressiona o deputado federal João Paulo Cunha (SP), condenado no
julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, a renunciar ao
mandato assim que tiver sua prisão determinada pelo Supremo Tribunal
Federal. Cunha, que começará a cumprir a pena em regime semiaberto, tem
afirmado publicamente que não vai renunciar e que seu plano é trabalhar
como deputado durante o dia e voltar à noite para a prisão para dormir.
Dirigentes
petistas afirmam que o deputado está falando isso da boca para fora,
porque sabe que isso não será aceito. Mas, na dúvida, ele está sendo
devidamente informado de que o partido forçará sua renúncia. Nesta
semana, o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR),
adiantou que o PT não tentará impedir a abertura do processo de cassação
contra João Paulo, como fez no caso do então deputado José Genoino
(PT-SP).