No
dia 2 de janeiro o presidente do STF, Joaquim Barbosa, decidiu a prisão
do mensaleiro João Paulo Cunha, não assinou o necessário mandado e saiu
de férias pouco depois. Tratava-se de autografar um despacho
relacionado com um processo que relatara e dos recursos que negara. De
Paris, ele condenou os colegas Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que o
substituíram: "Eu, se estivesse como substituto, jamais hesitaria em
tomar essa decisão".
Tudo bem, mas esteve, como titular, e não assinou.
Barbosa diz que a ministra Cármen Lúcia não discutiu com ele qualquer problema: "Ela não me telefonou. Não falou comigo".
Um curioso ouviu
de Cármen Lúcia, numa conversa casual, anterior a essa declaração de
Barbosa, que ela lhe telefonou no dia 3, falou e perguntou se o doutor
deixaria alguma questão relevante sobre a mesa. Ele disse que não.