O
ministro Dias Toffoli acredita que o julgamento do Mensalão ainda vai
demorar muito - um ano ou dois. Só depois disso os réus teriam de
cumprir pena. Os mensaleiros condenados que exercem cargos eletivos
ganhariam tempo, até que seus mandatos expirassem (e aquela discussão
sobre quem declara a vacância do cargo, se o Supremo ou a Câmara,
perderia sentido, já que ninguém precisaria declarar o cargo vago).
Toffoli diz que o prazo depende muito do relator do caso, ministro
Joaquim Barbosa; mas acredita que o julgamento dos embargos de
declaração começa no segundo semestre e vai até a metade de 2014.
Depois, caso o Supremo os aceite, viriam os embargos infringentes. E o tempo passa.
Amanhã, dizia
Chico Buarque, vai ser outro dia. Se não houver imprevistos, o ministro
Celso de Mello deve se aposentar em 2015, e Marco Aurélio em 2016. Se
der para chegar a essas datas, dois ministros que votaram pela
condenação dos mensaleiros terão deixado o Supremo. Duas nomeações bem
feitinhas trarão a certeza de que a formação de quadrilha ocorreu apenas
nas festas juninas. (Escrito por Magno Martins)