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Embora publicamente os candidatos nas
próximas eleições falem em adiar o debate sobre a questão eleitoral para
o ano que vem, a exemplo do governador Eduardo Campos (PSB). A
movimentação pré-eleitoral é vista claramente em todo lugar. Na Bahia só
o PT de Jaques Wagner tem pelo menos quatro nomes que podem concorrer a
eleição para suceder o governador.
São eles: o secretário da Casa Civil,
Rui Costa, o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o senador Walter
Pinheiro e o secretário de planejamento e ex-presidente da Petrobrás,
José Sérgio Gabrielli (foto).
Cada um, a seu modo, vem se movimentando
pelo estado a fim de angariar apoio e se apresentar à população do
interior. Rui Costa tem realizado reuniões itinerantes do comitê
estadual de convivência com a seca. Luiz Caetano, quando presidia a
União dos Prefeitos da Bahia (UPB), realizou vários encontros em nome da
entidade, e Walter Pinheiro não perde uma oportunidade de acompanhar o
governador em visitas oficiais estado a dentro.
Por último, Gabrielli - que é apontado
por muitos como o candidato de Lula -, além de distribuir semanalmente
um programete chamado “Conversa com Gabrielli”, realiza um evento também itinerante chamado “Encontros Territoriais“,
nos quais visita os territórios de identidade do interior da Bahia onde
conversa com prefeitos e representantes da sociedade sobre as ações do
estado.
Em recente entrevista, Gabrielli repetiu
o que foi dito por Jonas Paulo, presidente do PT da Bahia, durante um
encontro regional: “o PT reúne todas as condições de ter um candidato próprio a sucessão de Wagner”.
Essa declaração excluiria o presidente
da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo (PDT) que no
quesito ‘movimentação’ tem dado “seus pulos”, tanto por ser
visto com frequência ao lado do governador em missões oficiais, quanto
pelas sessões itinerantes realizadas pelo interior. É contando com esse
amplo acesso à imprensa regional que Nilo se coloca, sem nenhuma
cerimônia, como pré-candidato ao governo.
Voltando a Gabrielli, na entrevista
concedida ao Blog ele disse achar pouco provável que a Bahia venha a
fazer parte de um acordo do PT com o governador Eduardo Campos para que
ele abra mão de se candidatar ao Palácio do Planalto. Nesse caso,
Eduardo fortaleceria as bases do PSB no Nordeste para disputar as
eleições de 2018. Isso incluiria o apoio do PT de Wagner à senadora
Lídice da Mata (PSB) nas próximas eleições. No entanto, José Sérgio
Gabrielli acredita que são muito pequenas as chances disso vir a
acontecer. “Em política tudo é possível, mas hoje o que se coloca
não é essa questão, o que se coloca é que o governador Wagner está muito
bem no governo e tem direito a ter um sucessor, e o PT acha que o
sucessor deve ser do partido”, afirmou.(Fonte Carlos Britto)
