O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia a abertura de um
inquérito para apurar suspeitas de irregularidades na Fundação Nacional
de Saúde (Funasa) que envolvem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dois convênios da Universidade de Brasília (UnB) com o Departamento de
Saúde Indígena firmados em 2004 são alvo da apuração. Padilha comandava o
órgão da Funasa e, de acordo com a suspeita, manteve repasses de
dinheiro público para a UnB mesmo após a identificação de fraudes. "O
atual contexto probatório dos autos indica que Alexandre Padilha possuía
significativo poder de decisão sobre a política de terceirização da
Funasa por via de convênios e que, efetivamente, em uma reunião ocorrida
na Casa Civil da Presidência da República, foi decidida a manutenção do
convênio, nada obstante as notícias de irregularidades, inclusive de
falta por inexistência de serviços pelos quais houve o pagamento
resultando num prejuízo de pelo menos R$ 300 mil", afirma relatório do
Ministério Público no Distrito Federal. O caso acabou remetido para a
Procuradoria-Geral da República, já que o petista já era ministro da
Saúde e tinha foro privilegiado. A base da investigação é um relatório
de auditoria que mostra a relação de Padilha com os desvios nos
convênios de saúde indígena e a terceirização dos contratos para as
fundações de apoio vinculadas à instituição de ensino. Informações do
Estadão.