Segundo o promotor
Marcos Mousinho, uma jurada disse que no dia 7, segundo dia do
julgamento, seu marido foi perseguido por um carro preto que tentou
provocar um acidente. O marido viajava para levar objetos pessoais à
mulher no hotel em que os jurados ficaram hospedados.
A mulher, segundo o
promotor, recebeu os objetos no dia 8, soube da ameaça e relatou no dia
seguinte o fato para outra jurada, que entrou em crise de choro e
afirmou que iria absolver os réus porque 'tinha medo de morrer'. No dia 10, quando decidiram inocentar os réus, todos os sete jurados já sabiam do fato, afirmou Mousinho. ''Agora,
com essa ameaça comprovada, não vou precisar nem entrar no mérito da
questão. Vou pedir a anulação absoluta do júri por ameaça de morte
contra uma das juradas e por quebra do princípio da incomunicabilidade
entre eles', completou. (Folha do S.Paulo)