O
ex-presidente Lula levou um diretor da Odebrecht como um dos membros da
comitiva de sua viagem à Guiné Equatorial, em 2011. Na ocasião, o
petista foi designado representante oficial do governo Dilma Rousseff e
participou da Assembleia da União Africana como chefe da delegação
brasileira, de acordo com a Folha. O Itamaraty estranhou o pedido feito
para que o funcionário da Odebrecht integrasse a delegação e pediu
explicações à assessoria de Lula. A relação entre o petista e
empreiteiras foi revelada esta semana, com a divulgação de que
companhias bancaram quase a metade das viagens
internacionais feitas pelo ex-presidente. Quatro empresas brasileiras
têm grande atuação na Guiné Equatorial: ARG, Andrade Gutierrez, Queiroz
Galvão e OAS. A Odebrecht entrou no país após a visita de Lula e é
favorita para obras na parte continental do país, onde é construída uma
capital administrativa.