Não diria sensatez por ser um termo
demasiadamente elegante para o Renan Calheiros e o seu PMDB. Se
houvesse, porém, o mínimo de vergonha e ética ao senador alagoano ele
não teria se candidataria à presidência do Senado, denunciado que está
ao Supremo pelo procurador-geral da República, por envolvimento em
desvio de dinheiro público com um seu assessor a quem ele
responsabilizou. Não é necessário lembrar que ele renunciou ao mesmo
cargo para o qual se elegeu nesta sexta feira por ficar comprovado que
um lobista pagava as contas de uma sua amante, Mônica Veloso, com quem
teve uma filha. E, sem saída, alegou que pagava a mesada com dinheiro
proveniente da venda de bois em Alagoas. Ficou provado que sua alegação
estava alicerçada em notas fiscais frias. Mesmo assim, nada aconteceu
com ele a não ser o repúdio da opinião pública. Sempre é assim: a
opinião pública deste País combate, mas nada acontece porque as
instituições privilegiam os poderosos. Clique aqui e leia a coluna na íntegra. (Por Samuel Celestino)
